| DE VOLTA AO PRIMEIRO AMOR |
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"Tenho, porém, contra ti que abandonaste o teu primeiro amor. Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te e volta à prática das primeiras obras; e, se não, venho a ti e moverei do seu lugar o teu candeeiro, caso não te arrependas. (Apoc. 2.4-5).
Esta declaração a respeito da igreja em Efeso nos adverte, nos impressiona, nos assusta. Nos versículos que antecedem os versos em pauta, Apoc 2.1-3, Jesus se rasga em elogios à igreja: pela sua perseverança, pelo seu discernimento, pela sua capacidade de por à prova àqueles que a si mesmos se declaravam apóstolos, e não eram. Mas aqui ele a critica pelo fato de haver abandonado o seu primeiro amor. Como pode isso acontecer? Como pode a igreja ser elogiada e criticada ao mesmo tempo? Uma coisa fica clara: sucesso numa área da vida espiritual não é garantia de sucesso em outras. Há pessoas que são exemplares em algumas áreas da vida cristã, mas deixam a desejar noutras. São exemplares no trabalho que prestam a Deus, mas deixam a desejar no tocante à vida familiar; são exemplares na caridade para com o próximo, mas deixam a desejar na conduta sexual. Por isso a palavra de Jesus, "Tenho, porém, contra ti que abandonaste o teu primeiro amor". O primeiro amor é o amor que a gente nunca esquece. É o amor das fortes emoções, dos fortes sentimentos. Me lembro quando me apaixonei pela primeira vez. Não pensava noutra coisa. O tempo todo estava com ela no pensamento: quando ia dormir, quando acordava, quando saia com os colegas, quando passeava. Queria estar sempre na sua companhia. Se pudesse morava em sua casa. Uma semana sem vê-Ia parecia uma eternidade. Uma hora na sua presença parecia um segundo. O primeiro amor não leva em conta o tempo, a distância, o preço, o sacrifício. Tudo se faz para estar na companhia da pessoa amada. Nós também somos como os efésios. No inicio da nossa caminhada de fé nos empolgamos, somos fervorosos, levamos a sério a vida cristã. Falamos de Jesus.o tempo todo. A igreja para nós é um motivo de prazer. Com o passar do tempo, o fogo vai esfriando. A vida cristã vai se tornando mecânica, fria, ritualistica. Começamos a nos acostumar com a igreja, nos tornamos religiosos. Vir à igreja já não é mais um motivo de prazer. É uma obrigação, um dever religioso, uma tradição famíliar. Já não nos empolgamos com os hinos que ouvimos, com os testemunhos que são apresentados. O sermão já não toca mais o nosso coração. São os sintomas de que temos abandonado o primeiro amor. Veja bem, o problema dos efésios não era que eles não tivessem amor por Jesus. Amor eles tinham. O que eles não tinham era o PRIMEIRO AMOR. Jesus não quer somente que o amemos. Ele quer que o amemos de modo especial, de modo pleno, completo. Não um amor dividido, não um amor parcial. É como diz o mandamento: "Amarás, pois, o SENHOR, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força. "(Dt 6.5) . "Lembra-te, pois, de onde caíste". É assim que Deus vê o abandono do primeiro amor: como uma queda, um desvio. Se engana quem pensa que os desviados são apenas aqueles que deixam a igreja. Há muitas pessoas dentro das igrejas que se encontram caídas. Dexaram de lado lado o primeiro amor. São crentes sem ânimo, sem vigor espiritual, que não se envolvem com a obra do Senhor. Somos exortados a lembrar das causas que nos levaram a isto("Lembra-te de onde caíste"). Talvez um escândalo que presenciamos na igreja, talvez uma indisposição para ler a Bíblia, para orar; talvez o fato de nos acompanharmos com pessoas impróprias, ou um pecado não confessado. Nada acontece por acaso. “ ... Arrepende-te e volta à prática das primeiras obras". É necessário que haja um recomeço, uma restauração, um reavivamento pessoal. O que não se pode é permanecer como está. Pr. Walmir- Igreja Batista Icapuí- Natal/RN 09/12/2009 |

